terça-feira, 2 de abril de 2013

Contos de fada e o mundo moderno: seria hora de o príncipe ser um sapo?

As histórias infantis clássicas muito bonitinhas e com finais sempre felizes agradam muito os príncipes e princesas que temos em casa. Mas será que não estão ultrapassadas para a realidade?


Por sua própria condição, a criança vive num mundo de fantasias e tudo o que é lúdico, fantástico e que caminha na linha da imaginação é extremamente positivo para seu desenvolvimento e crescimento. Faz parte da vida da criança sonhar, imaginar, fazer de conta.

Mas é preciso atentar para detalhes importantes destas histórias da literatura clássica infantil: envolvendo as relações entre as pessoas em suas diversas dinâmicas, as histórias de contos de fadas trazem estereótipos que, muitas vezes, conflitam com a vida real.

As princesas são sempre lindas, magras, muitos sofridas. Os príncipes normalmente chegam a cavalo com seus olhos claros e uma vida de riqueza. Corações, estrelas, florzinhas, bruxas, dragões, o bem contra o mal. Heróis e heroínas. O casamento como final feliz. É a ficção estereotipada com sua visão maniqueísta. Até que ponto esta apresentação de “modelo de convivência” é saudável?

terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

O que seu filho come pode ser fast, mas está longe de ser food


Depois da ascensão das redes fast food, nunca se falou tanto em boa alimentação. Todo cidadão com o mínimo de informação sabe qual alimento é saudável ou não para saúde. Não precisa ser nutricionista para entender o necessário. A grande questão é: até que ponto esse conhecimento é colocado em prática?

O discurso não é viver de alfafa e suco de clorofila, mas criar um olhar mais atento para a alimentação no dia a dia das crianças. Neste universo, não se pode esperar que somente as escolas alimentem bem seus pupilos. Muitas instituições de ensino acabam mesmo optando pelo o que é fast, mas que nem de longe é food.

A globesidade  - taxa de obesidade que cresce globalmente - já virou palavra antiga. A escola não deve ser a única responsável por tratar bem a questão da alimentação em seu espaço, mas precisa estar atenta ao fato. A inclusão de programas nutricionais entre as disciplinas pedagógicas e as recreações que envolvem o tema da boa alimentação trazem resultados muito positivos.

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

É hora de dar preferência aos brinquedos de verdade


 

As antigas reuniões de família feitas na hora das refeições normalmente contavam com a participação de todos: os pais, os filhos, os avós e seja quem mais fosse membro do mesmo núcleo familiar. Ainda que, muitas vezes, as crianças não pudessem se manifestar sobre todos os assuntos discorridos à mesa, estavam lá presentes. Assuntos do cotidiano eram discutidos e todos podiam se conhecer um pouco melhor.

Há tempos que este cenário mudou. E para quem tem filhos pequenos, muitas vezes a hora das refeições não é exatamente o momento mais calmo do dia para se conversar com os demais membros da família.

Com o advento da tecnologia tão acessível às crianças, o encontro familiar na hora das refeições, quando acontece, tem mais um elemento na dinâmica: uma tela quadrada e luminosa repleta de jogos: o tablet, o vídeo game ou o celular.

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

A difícil volta ao trabalho - Parte 2

Feliz 2013 para todos vocês que acompanham os posts do "Meninas Azuis", principalmente para aqueles que se tornarão papais e mamães este ano.

Bem... Vou retomar o meu dilema da volta ao trabalho...

Voltei a trabalhar faltando quatro dias para a Duda completar 4 meses. Isso mesmo, apenas 4 meses. Nem preciso dizer como foi o meu primeiro dia, saindo atrasada da empresa porque o voo da nova diretora atrasou e, consequentemente, a minha reunião com ela também. Cheguei à escola meia hora depois que ela fechou e a minha bebezuca lá. Tudo bem, ela nem sabia o que estava acontecendo, estava bem cuidada, mas eu...

Foi o suficiente para eu carregar uma culpa, até hoje.... Trauma total.

Ser mãe é se sentir eternamente culpada? Acho que não...

sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

Criança e fé - a educação e a prática religiosa


O Natal, em si, é uma data religiosa. E todo brasileiro sabe que a religião por aqui é muito diversa: católicos, judaístas, umbandistas, evangélicos, espíritas, budistas, testemunhas de Jeová, Mórmons, islamitas...

Fé e educação travam embates há muito tempo. Isso porque um lado defende o ensino da religião nas escolas como “formação integral da pessoa” e o outro lado define que, em razão da diversidade cultural religiosa aqui existente, o ensino de religião deve ser facultativo, assegurando qualquer tipo de discriminação (como se a palavra preconceito tivesse morrido junto com o latim, mas isso é outra história...).

Pois bem, opiniões sobre ensino religioso e diferentes cultos à parte, o assunto é extenso e não cabe aqui fragmentá-lo em suas profundas e diversas ramificações. Apenas aproveitamos este momento de festa cristã e lançamos 4 perguntas relacionadas a criança e fé para 2 leitores de religiões diferentes e obtivemos os depoimentos abaixo.

quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

Natal e o verbo “comprar” – consumismo na infância


Além de ser o mês de uma grande festa cristã, dezembro também é conhecido como o mês do trânsito caótico, dos shoppings lotados, do comércio “bombando” e das crianças gritando “eu queroooo!”.

Os programas de TV infantis bombardeiam as crianças com inúmeros produtos de lançamento. Segundo a Abrinq (Associação Brasileira dos Fabricantes de Brinquedos), o setor espera faturar R$ 3,94 bilhões ao final de 2012 e a indústria nacional será responsável por 60% dos brinquedos vendidos no Brasil.

Não há dúvida de que existe uma linguagem subliminar dirigida aos pequenos. Nos últimos anos, os verbos “comprar” e “ter” ganharam mais espaço na linguagem infantil. Mas será que as crianças realmente precisam de tudo o que pedem, especialmente nesta época de Natal?

sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

A difícil volta ao trabalho - Parte 1


Passado o romance que envolve a maternidade, desde os meses de gestação, nascimento e amamentação, chega o terrível momento de decidir aonde deixar aquela criatura doce, tão pequenina, capaz de fazer você se sentir a pessoa mais importante do universo por ser a responsável por cuidar e transmitir todos os seus valores para esse milagre que chegou à sua vida.

Muito bem... Vou dividir com vocês a minha experiência, muito dolorosa à época, mas que agora me faz enxergar que foi o melhor que eu podia fazer naquele momento.